São Tomé e Príncipe… leve leve!

De regresso de São Tomé e Príncipe, depois de uma semana maravilhosa e que eu nem acreditava quando soube que ia conseguir embarcar nesta aventura com as minhas amigas.

Como já vos contei, ando numa altura de mudanças profissionais e estava difícil fazer parte desta semana incrível. No penúltimo dia, e quando menos esperava, tive uma reunião que correu super bem e ainda me permitiu ir uma semana para o paraíso.

Na ida para Príncipe

É o quarto ano em que viajamos juntas e é sempre uma coisa que todas ansiamos muito. Começamos em 2016 com uma viagem de inverno pela Europa: fizemos Riga, Tallin e Vilnius. No ano seguinte fomos à Disney. Em 2018 decidimos ir para Marrocos e este ano São Tomé e Príncipe.

Na primeira viagem nem nos conhecíamos todas. Basicamente eu desafiei amigas a convidar amigas para criarmos uma Girls Trip. No final embarcamos as 7 e desde aí nunca mais nos largamos. E por isto e mais algumas coisas, a viagem das meninas é sempre um motivo de muita felicidade! E que bom que fui, que maravilhosa foi esta semana.

Desta vez decidimos marcar tudo por agência mas, ainda assim, fazer “ao nosso jeito”, ou seja, fugir às viagens de uma semana em resort, sempre praia hotel e hotel praia, mas algo para viver a cultura deles, conhecer a ilha e explorar o mundo dos são tomenses. E assim foi.

Posso adiantar que não é uma viagem barata e, mesmo assim, pareceu-nos que arranjamos uma boa oferta. Decidimos que, já que íamos a São Tomé e mesmo sabendo que acrescentar Príncipe aumentava significativamente o valor, tínhamos de ir aos dois locais. E fomos. E não nos arrependemos nada! Se forem a um, aproveitem e conheçam o outro. Aliás, Príncipe é INCRÍVEL, paisagens de cortar a respiração, tanto mas tanto verde…

Bem, mas vamos lá à viagem em si… Fomos apanhar avião a Lisboa porque não havia do Porto nas datas que escolhemos. O pior foi que o voo, em vez de ser as 5h55 da manhã, decidiu atrasar 6h. Acabamos por perder um dia inteiro em S. Tomé mas o que queríamos era chegar. E chegamos, chegamos na sexta pelas 17h30 e no dia a seguir partimos logo para Príncipe.

PRÍNCIPE
Alojamento: Roça SUNDY – o espaço é lindo e tem muita pinta. Super limpo, com classe e com uma vista bem bonita. Há opções de resort também mas ficar numa roça fazia parte dos nossos planos. Fomos em regime de MP, ou seja, pequeno-almoço e jantar. Recomendo, a comida na roça era deliciosa.
Visitar: tínhamos dois dias completos e decidimos que no dia 2 íamos andar com guia a ver todos os pontos importantes da ilha. No primeiro dia decidimos ir à capital de Príncipe – cidade de Santo António, que é só a capital mais pequena do mundo. E de tarde seguimos para o bombom, onde estivemos a usufruir da praia e de um dos melhores sunsets que já assisti na vida. No segundo dia, já com guia, fomos aos vários miradouros, cada um mais lindo que o outro, passamos na cooperativa de valorização dos resíduos de Príncipe, onde conhecemos a Anabela, super amorosa mesmo, e comprei alguns brincos feitos pelas mulheres que trabalham na cooperativa. Não deixem de passar por lá. Durante o dia ainda paramos em alguns pontos para conhecer algumas roças e terminamos o dia na praia banana, que é das praias mais selvagens e mais bonitas que já estive.
Restaurantes: Juditinha – no centro da cidade Santo António e onde comi um peixe delicioso e o restaurante da Dona Rosa, uma das senhoras mais conhecidas da ilha e onde se come muito bem. O polvo estava de sonho.
Transporte: no primeiro dia andamos no transfer, gratuito, da roça sundy. Levaram-nos da roça até ao centro, do centro à praia Bom Bom e da praia Bom Bom à roça, novamente. No segundo dia andamos com o guia Paulo, tudo tratado pela roça sundy e pagamos 60€ cada uma, incluindo o almoço.

Algumas fotografias de Príncipe:

O quarto na roça sundy.
Explorando a capital da ilha.

Aqui nunca faz muito sol mas o calor está sempre lá. Nas poucas vezes em que o sol apareceu ficou um calor insuportável. Apanhamos desde manhãs de chuva torrencial a finais de tarde de céu azul.

Cabeleireiro em Santo António.
Perguntei se queria uma foto, ela respondeu com esta pose.
Depois do almoço fomos mergulhar, com água a 27/28 graus. Que sonho.
E o dia acabou assim… Com este céu tão lindo, sem um único filtro.
Apanhamos imensa chuva quando saímos do carro para entrar na cooperativa. A Anabela percebeu como os meus pés estavam, cobertos de lama, e ajudou-me logo a lavar e limpar. Só me chamava princesa e eu rapidamente lhe agradeci e lhe disse que ela era maravilhosa.
A maravilhosa Anabela.
A planta chama-se coça coça e dá um jeitaço. Não podem tocar no líquido, senão começa a comichão. Este é o guarda-chuva inovador de Príncipe. Vem da natureza, como tudo aqui.
É tanto estilo com tão pouco.
Almoçamos na famosa Dona Rosa. Ignorem o aspeto na cozinha, foquem-se só no sabor da comida, que vale mesmo a pena. E a simpatia da Dona Rosa também.
Tão linda.
E depois de chover a manhã toda sem parar, ficou um dia lindo de sol.
Praia Banana
Há miradouros e miradouros. Este, sem filtros, é qualquer coisa de incrível.
E mais um pôr-do-sol em Príncipe, lindo demais.

SÃO TOMÉ
Alojamento: Hotel Mucumbli. Que hotel tão bonito. Fomos recebidas pela Catarina, uma portuguesa que está a gerir o hotel e que está em São Tomé desde 2006. Super simpática e a comida também uma delícia. Desde o peixe, às massas, adoramos todas as refeições. Optámos também por meia pensão e apenas não jantamos lá na última noite. O Hotel fica na zona de Neves, um pouco deslocado da zona sul da ilha, mas se tiverem carro tal como nós, conseguem chegar a todo o lado. Se não ficarem aqui alojados, pelo menos passem por lá. Vale uma visita, fez-me lembrar o alojamento em Bali. 
Visitar: acabamos por ter 4 dias completos na ilha e optámos por dividir: um dia exploramos a zona da Roça Monte Café e a zona central, noutro dia fomos ao Ilhéu das Rolas e depois ainda dedicamos um dia ao sul e um dia para o norte da ilha. Chegou perfeitamente.
– Dia 1: Roça Monte Café, fizemos a visita à roça e no final tivemos a prova do café e do cacau, vale a pena. Ainda fomos conhecer a escola e almoçamos na Casa Museu Almada Negreiros, onde tivemos uma experiência gastronómica incrível. O espaço é lindo e eles são muito hospitaleiros, não deixem de lá ir. De tarde passamos na lagoa azul, que fica a caminho do nosso hotel, para dar um mergulho.

Na roça Monte Café. Os meninos a caminho das aulas.
Depois da barriga bem cheia oferecem uma rosa porcelana a cada mulher. É o nome da flor e é bem gira.
Cada uma com a sua, na casa museu de Almada Negreiros, com uma vista linda.
Lagoa Azul.

– Dia 2: Passamos o dia no ilhéu das rolas. O barco parte às 09h30 e regressa as 16h30. Almoçamos na praia café (tudo organizado pelos locais), fomos ver a linha do equador e depois estivemos só a aproveitar o mar aquelas paisagens.

As seis, na praia café. Que dia bom.
Na linha do equador. Custou chegar lá. Pode não parecer mas estava um calor que não se aguentava…
Pelo caminho ainda apanhei estes três fofos.
A aproveitar todos os momentos nestas praias selvagens.
O ilhéu das rolas é bem pequeno. Vivem apenas 85 pessoas. Mas vale a pena passar lá um dia.
E no regresso descobrimos que tínhamos um pneu furado e que não tínhamos pneu suplente. Fez parte da aventura e no final, mesmo no meio de áfrica, de noite e a chover, resolveu-se.

– Dia 3: Fomos para o norte da ilha. Fizemos a estrada toda, passamos no túnel de Santa Catarina e fomos mesmo até ao final da estrada, onde visitamos a casa das bordadeiras (tão bonita). Visitamos e apreciamos algumas cascatas pelo caminho e no regresso fomos até ao centro de Neves, almoçar a famosa Santola. Como estávamos com tempo e ainda não tínhamos explorado mesmo o centro de S. Tomé fomos até lá passear uma hora, fazer umas comprinhas de souvenirs e ao final do dia aventuramos-nos a ir à praia dos Tamarinos, recomendada pela Catarina e que mesmo com um caminho bem difícil para lá chegar, recomendo muito lá irem. Ainda é pouco conhecida e é linda!

A nossa segunda viatura. Depois do pneu furado tivemos de trocar de carro.
Azamigas!
A famosa e maravilhosa estrada de Santa Catarina.
A casa das bordadeiras.
E depois fomos provar a Santola. Que estava só incrível. Não deixem de lá ir.
Esta praia foi uma surpresa. Chegar lá pode parecer impossível mas não é. E vale mesmo a pena.
As muitas cascatas que vão surgindo na estrada.
Todos os dias demos um mergulho, sempre em praias diferentes.

Dia 4 – o dia em que fomos para o sul, o local mais longe do Mucumbli mas que também é essencial visitarem. Passamos em Santola, fomos à praia de Micondo, fomos ver o Pico Cão grande, almoçamos super bem no Mionga e de tarde decidimos ir conhecer Ribeira Afonso, uma “vila” na zona, onde fomos super bem recebidas por mais de 50 crianças. Terminamos a tarde a fazer a prova de chocolates de Cláudio Corallo, que não podem deixar de ir. Ao jantar fomos à Casa das Artes de S. Tomé, também recomendado pela Catarina, com danças e música típica, gostamos muito.

Começamos o último dia nesta praia, digna de instagram 🙂
E depois apanham-se estes postais… em que apetece só mesmo apreciar.
Almoçamos no Mionga, que é só neste sítio lindo.
E depois dos mergulhos seguimos a estrada, até chegar à vista do Pico Cão Grande.
No regresso paramos em Ribeira Afonso, onde conheci a Vera…
E tantos outros meninos que só queriam abraços e mimo.
E terminamos o dia na deliciosa degustação de chocolates. Abre segundas, quartas e sextas, às 16h30. É no Centro de S. Tomé e pagam 4€. Vale a pena.

Restaurantes: Casa Museu Almada Negreiros, Almoço na Praia Café (ilhéu), Petisqueira Santola e Mionga. Contem com uma média de 12€ a 18€ por refeição. Eu ia com a ideia de pagar bem mais e em alguns casos não ultrapassou os 10/12€. A comida é toda deliciosa. O peixe e a fruta deixam mesmo saudades.

A comida…
A banana pão, que por mim, comia todos os dias.
E o peixinho… e o polvo…

Transporte: Nós optamos por alugar carro logo diretamente com a agência. Pegamos no carro no aeroporto e deixamos o carro no regresso. As estradas são PÉSSIMAS e demoram 1h a fazer 20km, mas como as vistas são maravilhosas, acaba por não custar nada.

Obrigada São Tomé e Príncipe.

Outras dicas importantes
Voos: Tudo diretamente com a agência. Fomos com a Solférias.
Essenciais de viagem: Repelente, protetor solar e aloe vera. Não se esqueçam de ir à consulta de viajante também. Levem comprimidos para o intestino, é perfeitamente normal que tenham uma crise. Felizmente connosco correu tudo bem e não precisamos de tomar nada.
A moeda: Dobras mas eles aceitam euros em todo o lado. Dificilmente têm troco por isso invistam em notas de 5€, 10€ e 20€ e estão safas. Lá não se paga com MB em lado nenhum e também não há caixas multibanco, vão prevenidos!

Posso dizer-vos que a viagem ficou por cerca de 1700€, já com todas as despesas incluídas e, se fosse hoje, pagava igual.

As pessoas de São Tomé e Príncipe merecem isso e muito mais. Preparem-se para muitos “Olás”, muitos sorrisos, muita humildade e muitos meninos a perguntar “Branca, tem doce?”. Nós não levamos doce mas levamos muitos abraços e beijinhos para distrubuir. No final de contas as crianças só nos disseram “Amanhã podem voltar outra vez?”.

Muito mais havia para dizer e muitas mais fotos para partilhar… Mas o que interessa é que nesta viagem tive ainda mais a certeza de que o AMOR é o mais importante.

Até um dia…

Até breve São Tomé e Príncipe.
PIQUI PIQUI… MALÊ!

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